Bett Brasil define tema central de seu evento em 2024

Bett Brasil define tema central de seu evento em 2024: “Inovação com propósito: educação em diálogo com as transformações sociais”

 

Inscrições já estão abertas para o maior evento de Inovação e Tecnologia para a Educação na América Latina, que será realizado de 23 a 26 de abril de 2024, no Expo Center Norte, em São Paulo

 

A Bett Brasil, maior evento dedicado à Inovação e Tecnologia para a Educação na América Latina, anuncia o tema principal da sua 29ª edição, que será realizada de 23 a 26 de abril de 2024, no Expo Center Norte, em São Paulo: “Inovação com Propósito: Educação em Diálogo com as Transformações Sociais”. As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser feitas no site: brasil.bettshow.com

A proposta do tema central está sustentada na contemporaneidade e na visão de futuro, além de acompanhar e dialogar com as constantes mudanças educacionais, provocadas pelas inovações e, inexoravelmente, pelas transformações sociais. 

Neste sentido, o tema principal proposto para a Bett Brasil 2024 vislumbra a importância da educação para o desenvolvimento do país e está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela ONU, notadamente o ODS 4, ao se referir à educação inclusiva e de qualidade, com oportunidades iguais de aprendizagem ao longo da vida de todos e todas e equidade de acesso.

Para Adriana Martinelli, diretora de Conteúdo da Bett Brasil, ao evocar inovação com propósito na educação, a mensagem é evoluir para além da simples adoção de novas ferramentas, dispositivos, gadgets, softwares, hardwares, diversificados meios tecnológicos e digitais e Inteligência Artificial. 

“É imperativo que tudo isso dialogue com as constantes transformações sociais, a fim de preparar os indivíduos para enfrentar os desafios globais existentes hoje e que estão por vir, com relação ao uso criativo de novas abordagens e metodologias, desenvolvimento de competências e desenho de soluções para problemas reais”, diz Adriana.

Para esse diálogo, o tema central da Bett Brasil 2024 propõe ainda debater de forma intensa e participativa as principais questões que norteiam e centralizam as discussões sobre os aspectos sociais, econômicos, emocionais e educacionais que pautam o dia a dia da sociedade brasileira, como se observa nas arenas “figitais”, ou seja, físicas e digitais. 

A definição do tema de 2024 passou por criteriosa avaliação do Conselho Consultivo e de outros integrantes da comunidade Bett Brasil, apontando para a interconexão de escolas, redes e comunidades, de ambientes educacionais coesos e fortalecidos, onde o aprendizado seja uma jornada compartilhada. Nesse sentido, em sua 29ª edição, o evento incluirá ainda mais os estudantes, razão de ser da existência de professores e educadores. 

A Bett Brasil incorpora no seu DNA a premissa de atuar como articulador no segmento educacional brasileiro e traz para o debate e o diálogo as políticas públicas, as ações da iniciativa privada e a importante participação de entidades e organizações da sociedade civil.

“O ‘core business’ da Bett Brasil, bem como da Bett Global, é justamente promover ações em prol da educação abrangente, diversa e inclusiva, de forma equânime, com qualidade e que abarca inovação e tecnologia. Isso sem deixar de lado a abordagem crítica, as competências e habilidades interpessoais, emocionais e tecnológicas, integradas ao currículo, sendo instrumentos para a evolução de nossos estudantes para um mundo digitalmente conectado”, afirma Claudia Valério, diretora-geral da Bett Brasil. 

Em todas as atividades da Bett Brasil 2024, o tema central estará presente nos seus seis subtemas, sobre os quais debaterão todos os participantes, professores, educadores, especialistas, entidades e organizações da sociedade civil. Os assuntos nortearão tanto as discussões do Congresso de Educação Básica quanto do Ahead by Bett, evento dedicado à Educação Superior e Profissional, bem como outras atrações do evento. 

 

Assim, o subtema Equidade com Qualidade tratará da personalização do ensino, a partir da adoção de abordagens educacionais que se adaptam às necessidades e estilos de aprendizagem individuais, da democratização e do acesso à Educação, da cultura, do lazer e dos esportes como espaços formativos e de repertórios de aprendizagem.  O subtema inclui ainda questões sobre diversidade e inclusão no ambiente educacional, equidade de gênero e formação de professores para lidar com a diversidade em sala de aula.

Cultura Digital é outro subtema que traz para o debate as imprescindíveis discussões que abrangem a aplicação da Inteligência Artificial e outras inovações que melhoram a qualidade da aprendizagem, a integração e os conceitos do pensamento computacional da BNCC no Currículo, Ética Digital, Educação Midiática e Cidadania Digital.

Outro tema norteador da Bett Brasil 2024, Conexões Humanas direcionará os debates para a educação parental, comunicação efetiva, estratégias para prevenir a evasão escolar, gestão de pessoas, o papel dos estudantes como protagonistas de sua própria educação e a imprensa especializada em educação.  

Inevitável, o evento apresentará aspectos relacionados à Aprendizagem Transformadora, tratando de Inteligência dos Dados, Avaliação Formativa e Processual, Novo Ensino Médio, Aprendizado Contínuo ao Longo da Vida (Lifelong Learning) e o potencial do Deep Learning.

Em Inteligência Socioemocional, especialistas e educadores dialogarão com o público sobre o desenvolvimento das habilidades socioemocionais, bem-estar mental e saúde emocional, cultura de empatia e respeito, aprendizagem socioemocional integrada ao currículo e avaliação das aprendizagens socioemocionais.

 

Por fim, mas não menos importante e extremante atual, a Bett Brasil 2024 abre espaço para temas relativos aos Futuros Sustentáveis, abarcando a Educação para Sustentabilidade - com base nas práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) - no currículo educacional, assim como a educação climática, profissões do futuro, educação financeira e a geração “nem-nem”, que nem estuda nem trabalha. 

 

Para conferir todas as novidades e atrações da Bett Brasil 2024, acesse o site: brasil.bettshow.com

Por que a Escola Cristã escolhe não celebrar o carnaval?

Ao adentrarmos o universo da Educação Escolar Cristã, somos desafiados a refletir sobre a celebração de eventos do calendário comum, com destaque nesse momento para o carnaval. Essa festividade, embora profundamente enraizada na cultura brasileira, suscita questionamentos importantes à luz dos princípios cristãos e do propósito fundamental da educação cristã. 

  

Sabemos que tudo que uma escola realiza deve ter caráter pedagógico, ou seja, ter intencionalidade de ensino. O clube faz festa para o social, a escola não! A escola deve investir seu tempo para enriquecer os alunos de experiências que acrescentem conhecimento a sua vida. Logo, devemos perguntar: em que lugar no currículo da escola cristã comunga com o ensino teórico ou prático das celebrações carnavalescas?  
 
 

Santidade e pureza à luz da Bíblia

Ao analisar as Escrituras, encontramos passagens que ressaltam valores essenciais, como a santidade, a pureza e o discernimento. O versículo em 1 Pedro 1:16 (Sejam santos, porque eu sou santo) é um chamando os cristãos à santidade, pois Deus é santo. Portanto, é fundamental questionarmos se as práticas associadas ao carnaval estão em sintonia com esses padrões bíblicos. 

Inclusive, ao considerarmos a sugestão de reunir crianças para participarem da festividade, é imperativo refletir sobre a influência dessa decisão em sua formação. Se a celebração do carnaval não está alinhada com aquilo que é verdadeiro e santo, introduzir as crianças nesse contexto pode comprometer a compreensão da diferença entre o sagrado e o profano. Assim, a Educação Escolar Cristã busca preservar a inocência e a formação moral das crianças, direcionando-as para aquilo que é verdadeiro e digno. 

  

Discernimento e foco naquilo que é virtuoso

O telos, ou finalidade última, do ser humano, conforme apresentado na Bíblia, é glorificar a Deus em todas as áreas da vida. Dessa perspectiva, eventos do calendário, como o carnaval, muitas vezes se afastam desse propósito, promovendo valores e práticas que não contribuem para a edificação espiritual e moral dos participantes. O versículo em Filipenses 4:8 orienta os cristãos a meditarem em coisas virtuosas, nobres e louváveis. Nesse contexto, a escola cristã tem o compromisso de refletir se a celebração desses eventos é coerente com a missão de formar discípulos comprometidos com os valores do Reino. 

Embora possamos reconhecer a criatividade ou até aspectos da beleza nos carros alegóricos como elementos culturais do carnaval, isso não justifica introduzir elementos dessa festa como atividade pedagógica ou cultural. A razão é simples: todas as coisas aparentemente boas no carnaval estão a serviço de valores morais e religiosos prejudiciais, condenados pela Palavra de Deus. A subjetividade individual não pode justificar estar em um ambiente que contradiz os princípios bíblicos de justiça, pureza e virtude. Ao considerar envolvimento em manifestações culturais, é crucial discernir a direção geral, pois o pecado distorce a visão para objetivos contrários a Deus. Assim, a presença de “atributos bons” não é suficiente para legitimar o engajamento; é necessário avaliar a direção geral à luz dos princípios cristãos. 

  

Compromisso com a Glória de Deus e a Formação de Discípulos

A decisão de não celebrar o carnaval, no âmbito da educação escolar cristã, fundamenta-se na busca por uma vida que honre a Deus em todos os aspectos. Isso implica não apenas na rejeição de práticas contrárias aos princípios bíblicos, mas também na promoção de um entendimento claro desses princípios entre os alunos. O versículo em 1 Coríntios 10:31 destaca a importância de fazermos tudo para a glória de Deus. É um compromisso com a busca pela santidade e a edificação mútua como corpo de Cristo. 

Ao abordarmos o tema do carnaval, fazemos isso não com rigidez, mas com a graça que caracteriza o cristianismo. Nossa identidade cultural cristã transcende qualquer celebração efêmera, e ao formarmos discípulos, desejamos que reflitam a luz de Cristo em meio às complexidades culturais. Assim, nossa decisão de não celebrar o carnaval é guiada pelo desejo de glorificar a Deus em todas as áreas da vida, contribuindo para a formação de indivíduos comprometidos com os princípios eternos da Palavra de Deus. 

 

Em meio às complexidades culturais, encontramos uma fundação sólida para a esperança, confiantes de que a luz de Cristo brilha mais intensamente em contraste com as sombras temporárias do mundo. Que essa perspectiva inspire e encoraje aqueles que seguem a Educação Escolar Cristã a permanecerem firmes em sua busca por valores eternos, guiados pela esperança que transcende qualquer celebração cultural efêmera.  

 

 

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Inspiração: Leitura complementar

https://voltemosaoevangelho.com/blog/2020/02/tem-coisa-legal-no-carnaval/ 

https://voltemosaoevangelho.com/blog/2014/03/crente-participando-do-carnaval/ 

Resgatando o papel do professor na escola confessional


 

Resgatando o papel do professor na escola confessional como transmissor de conhecimento e da verdade: reflexões e propostas seminais

 

Francisco Solano Portela Neto*

RESUMO

Este artigo apresenta os conceitos de entendimento, verdade e ensino adotados pelas estruturas teóricas do construtivismo, explora as similaridades com o sócio-interacionismo de Vygotsky e as compara com as proposições encontradas em textos pertinentes das Escrituras Sagradas, o texto fundacional sobre o qual se constrói a filosofia da fé cristã e que deve nortear em última análise a estrutura teórica abraçada por educadores e escolas cristãs. Para alcançar suas conclusões, o autor reflete, no artigo, pesquisa e exame em literatura recente, nos campos da pedagogia, da epistemologia e da teologia. O artigo propõe uma pergunta de pesquisa que leva à comparação do construtivismo com os conceitos bíblicos, tendo como hipótese de que discrepâncias serão encontradas em maior número do que similaridades. Procura-se demonstrar que se uma pessoa abraça a fé cristã, deveria, por coerência, ter uma visão do processo de aprendizagem que irá diferir do modelo encontrado nos círculos educacionais contemporâneos. No final, o autor apresenta uma segunda pergunta, tratando da percepção que os educadores e escolas cristãs têm destas diferenças, colocada como base para pesquisas adicionais, apontando que as escolas e os educadores cristãos são o alvo natural de uma aferição do grau de percepção das diferenças nesses conceitos e que tipo de impacto uma visão cristã do conhecimento e da aprendizagem tem no final, ou seja, nas práticas educacionais em salas de aula.
PALAVRAS-CHAVE: Educação escolar cristã; Conhecimento; Construtivismo; Facilitador; Pós-modernismo; Professor; Transmissor; Verdade.

 

INTRODUÇÃO

Construtivismo é a estrutura teórica educacional quase que monoliticamente aceita e praticada no Brasil para o processo de ensino-aprendizagem nas escolas públicas ou particulares desde a pré-escola até o Ensino Médio. Grande parte dessa estrutura também é carreada à prática educacional do ensino superior brasileiro. No entanto, nas últimas décadas têm surgido vozes e escritos contraditórios a essa teoria cognitiva, apontando sua base filosoficamente frágil e a prática virtualmente impossível de suas premissas em salas de aula.
Vários desses posicionamentos foram citados no livro do autor O Que Estão Ensinando aos Nossos Filhos?1 Em escala mundial, nos últimos anos observa-se igualmente uma contrarreação ao seu emprego no ensino fundamental e à sua utilização, como axiologia, em cursos de pedagogia. No Brasil, uma das primeiras iniciativas de uma abordagem diferente da construtivista por uma instituição educacional de porte foi a elaboração do Sistema Mackenzie de Ensino. Este Sistema, cujo desenvolvimento começou no ano de 2005 e foi completado em 2018, compreende livros didáticos a partir do Jardim I, suprindo todo o Ensino Fundamental 1 e 2, até o último ano do ensino, cobrindo todas as áreas de conhecimento para essas séries e anos. O Instituto Presbiteriano Mackenzie aplicou grande investimento e esforço de pessoal qualificado para produzir esse material, que foi elaborado com base em uma cosmovisão cristã e com uma metodologia cognitivo-interacionista.
Nesta, a aquisição de conhecimento recebe ênfase primária em um contexto de interação dos alunos com os meios que lhes são familiares e necessários ao seu desenvolvimento (família, escola, sociedade), onde princípios e valores eternos alicerçam o processo de ensino-aprendizagem, no qual o papel do professor é fundamental. O resultado concreto é representado por mais de 1.000 livros e materiais auxiliares produzidos, incluindo os manuais do professor, bem como por um programa de treinamento oferecido às quase 400 escolas que o utilizam no Brasil.2
O autor participou desses esforços de produção e estruturação do Sistema Mackenzie de Ensino e solidificou a convicção de que uma abordagem bíblica consistente às áreas do saber leva a uma compreensão dos conceitos de conhecimento, verdade e ensino diferente daqueles que são abrigados pelo construtivismo. Isso se estende às vertentes mais contemporâneas, como o neoconstrutivismo, ou a abordagem que tem recebido o nome de escola progressista, no campo educacional. A dissonância com os postulados bíblicos identifica uma área na qual são necessárias e bem-vindas pesquisas adicionais, para que se cristalize o papel adequado do professor cristão, especialmente em escolas cristãs, e que também venha a avaliar a percepção desses professores quanto às diferenças entre os dois caminhos propostos, bem como quanto à sua prática educacional em sala de aula. O autor já apresentou várias análises e propostas em forma de palestras, artigos e livros,3 mas vê a necessidade de realização de pesquisas adicionais no campo pedagógico cristão. O propósito dessas pesquisas deverá ser sempre delinear e sugerir alternativas do processo de ensino/aprendizagem coerentes com a fé cristã professada por professores cristãos e explicitada por Escolas Cristãs em seus documentos fundacionais.


1. PERGUNTA DE PESQUISA
Uma pergunta de pesquisa pode ser considerada como base para gerar uma comparação entre dois entendimentos ou visões do processo de ensino/aprendizagem e direcionar pesquisas adicionais entre o relacionamento da fé cristã de uma pessoa e a compreensão desenvolvida com base nesta mesma fé (pisteologia) da estrutura educacional contemporânea do construtivismo: “Como o entendimento dos conceitos de conhecimento, verdade e ensino apresentados pelo construtivismo se comparam com o ensino bíblico sobre esses mesmos conceitos?” A resposta a esta pergunta é o escopo deste artigo, no qual o termo “professor” é utilizado de forma genérica para se referir tanto a professores como a professoras.


1.1 Discussão de palavras-chave
Foram utilizadas diversas palavras-chave para a localização de literatura acadêmica relevante relacionada com os temas aqui abordados e que se constituem nos temas principais desenvolvidos no artigo. Estas seguem aqui definidas:

Educação Escolar Cristã – refere-se ao processo ou sistema educacional que considera as crenças cristãs como uma parte integral e legítima do seu escopo. Estas palavras são essenciais a qualquer busca em conjunto com outras palavras-chave abaixo relacionadas, geralmente com o operador booleano AND.

Conhecimento – palavra-chave relacionada com qualquer teoria educacional, significando dados que são adquiridos, descobertos, assimilados ou construídos (de acordo com a teoria educacional adotada), no desenvolvimento cognitivo, constituindo-se no objetivo do processo de ensino/aprendizagem.

Construtivismo – palavra-chave relacionada com a estrutura teórica que foi desenvolvida a partir do trabalho epistemológico e dos escritos de Jean Piaget (1896-1980), baseada em suas pesquisas sobre o desenvolvimento cognitivo das crianças. O termo abriga conceitos específicos e definidos sobre conhecimento, verdade e ensino. Esta palavra também é considerada em forma composta com componentes mais contemporâneos, como, por exemplo, construtivismo radical, sócio-construtivismo, etc.

Facilitador – esse termo descreve a tarefa básica do professor dentro de um entendimento construtivista do processo de ensino/aprendizagem, no qual o professor age como um catalizador, enquanto o aluno constrói o seu próprio conhecimento.

Pós-modernismo – visão de mundo que surgiu após a chamada era moderna, geralmente considerada desde a década de 1950 até os dias atuais, caracterizada pela rejeição de absolutos, abrigando um entendimento relativista da sociedade, uma negação da existência de uma verdade única e real, e uma ênfase na construção de realidades subjetivas individuais, pertinentes apenas à pessoa que as formula. O pós-modernismo representa um meio ambiente fértil para muitas teorias educacionais que abrigam conceitos semelhantes.

Transmissor – palavra que pode ser utilizada para especificar o papel do professor se há a admissão de que o conhecimento pode ser transmitido de uma pessoa para outra. É utilizada para a busca de educadores que continuam a abrigar este ponto de vista, que pode ser mais próximo do sentido bíblico do ensino.

Verdade – aquilo que é certo e correto; o oposto do que é falso. O termo pode ser entendido como sendo assertivo, proposicional e transmissível, ou, no pós-modernismo e relativismo, como algo que não pode ser apreendido, plenamente conhecido, ou como um conceito que é mutável de acordo com as circunstâncias ou localização.


2. VISÕES EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEAS SOBRE CONHECIMENTO, VERDADE E ENSINO

2.1 Por que o foco no construtivismo?
Além da interatividade pessoal do autor com material de ensino que se contrapôs a essa vertente, detalhado na introdução deste artigo, é inegável que o construtivismo penetrou profundamente nas teorias educacionais, em escala mundial, imprimindo sua estrutura teórica ao processo de ensino/aprendizagem desde seus primórdios em solo europeu. Consequentemente, é obrigatório que haja um exame e entendimento de sua estrutura filosófica pelos educadores. É verdade que o construtivismo é um guarda-chuva amplo, sob o qual estão abrigados “o radical construtivismo de Ernst von Glasersfeld, o construtivismo cognitivo de Jean Piaget, o construtivismo social de Lev Vygotsky e o construtivismo transacional de John Dewey”.4 Mas o que é comum a todas essas abordagens é a premissa de que “os alunos devem construir suas próprias percepções [insights], entendimentos e conhecimento”.5 A importância do construtivismo e seu relacionamento fundacional com os dois educadores historicamente ligados à disseminação dessa corrente de pensamento na pedagogia é reconhecida por Van Brummelen, que registra: “A ideologia experimental do construtivismo é o movimento mais influente na formação curricular dos nossos dias; é enraizada nos escritos do já falecido psicólogo suíço Jean Piaget e nos textos do russo Lev Vygotsky”.6 Essa importância em status, no campo psicopedagógico, é também registrada por Miller, quando escreve que “Piaget foi a figura mais importante na psicologia desenvolvimental” e que “ele alterou o curso da psicologia”.7

A conexão entre pós-modernismo e construtivismo é claramente estabelecida tanto por DeLashmutt e Braund8 como por Van Brummelen. Este último, que chega a afirmar que o construtivismo “é uma manifestação do pós-modernismo”,9 insiste que devemos prestar atenção para discernir como as características dessa visão de mundo afetam os conceitos e práticas educacionais.

Na verdade, parece existir uma conexão mais forte ainda de uma visão humanista do mundo (onde Deus é alijado dos construtos filosóficos) com diversos aspectos da chamada pedagogia progressista ou educação progressista, que levam à convergência do pensamento de várias figuras proeminentes que têm expressado pontos de vista contrários ao cristianismo. Isso é reconhecido pelo eminente filósofo cristão Francis Schaeffer (1912-1984). Em seu livro Manifesto Cristão, ele contrasta o humanismo (que nada tem a ver com humanitarianismo – que é o interesse pelo bem-estar do próximo, do ser humano), a filosofia que tem o homem no centro de suas cogitações (“O homem é a medida de todas as coisas”), com o cristianismo, que é a visão teocêntrica de mundo. Schaeffer diz que “os cristãos deveriam estar irredutivelmente em oposição à filosofia destrutiva e falsa do humanismo” e os contrastes com a fé cristã não deveriam nos surpreender. Ele faz referência aos Manifestos I e II publicados pela Sociedade Humanista (1933 e 1973), que agrupa vários ícones do campo educacional, tais como John Dewey (1859-1952), Burrhus Frederick Skinner (1904-1990), Jacques Monod (1910-1976) e o conhecido Sir Julian Huxley (1887-1975).10 Realmente, não deveria ser surpresa que os sustentáculos das filosofias educacionais humanistas de Dewey, Skinner e outros venham se contrapor à filosofia da fé cristã. Se considerarmos o cristianismo mais do que apenas uma forma de expressão religiosa/devocional, para ser vivida nos domingos, mas, acertadamente, como uma visão da vida e do mundo que possui coerência, fundamentada na revelação especial escriturada da Bíblia, temos de examinar as estruturas teóricas e suas premissas sobre a natureza humana, bem como seus conceitos de conhecimento, verdade e o papel do professor, para avaliar os possíveis pontos de contradição com a educação escolar cristã.

 

3. O CONCEITO DE CONHECIMENTO, VERDADE E O PAPEL DO PROFESSOR NO CONSTRUTIVISMO
3.1 Conhecimento
O construtivismo e as teorias derivadas dessa corrente, como infere o próprio nome, postula que o conhecimento é algo privado, particular, que é internamente construído. O indivíduo gera o seu próprio conhecimento.11 Por exemplo, autores como Ortlieb12 e An13 mantêm que um texto não tem um significado inerente:

[...] um texto escrito não leva um significado em si próprio. Em vez disso, um texto somente imprime direcionamentos para os leitores indicando como eles podem extrair e construir significado baseados nos conhecimentos que previamente adquiriram.14

Como consequência, para os construtivistas “aqueles que aprendem não são... receptores de conhecimento provido pelo instrutor”.15 Assim, o conhecimento não é algo descoberto e muito menos transmitido , mas “um processo... um relacionamento entre o conhecedor ativo e o que é conhecido”.16 Uma quantidade impressionante de educadores nem questionam essa pressuposição, mas alicerçam toda a sua pesquisa nessa premissa, que é apenas uma hipótese filosófica, como, por exemplo, Barber.17

Van Brummelen critica essa natureza subjetiva do conhecimento e a negação de sua existência objetiva:

Essa teoria representa uma ruptura radical com o pensamento ocidental cristão, de que o conhecimento pode ser obtido por meio dos sentidos e levar a uma compreensão do mundo real. O construtivismo postula que não descobrimos conhecimento nem temos condição de ler o livro da natureza. Em vez disso, proclama que as pessoas constroem todo o conhecimento tanto individualmente como através de interações sociais.18

Mesmo quando levamos em consideração a finitude, a imperfeição e o pecado latente nas pessoas, o conhecimento verdadeiro é uma possibilidade bíblica para a humanidade: “... conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). As limitações das pessoas consistem na impossibilidade de terem conhecimento exaustivo de algo. Mas isso não significa que o que lhes é dado conhecer não possa ser conhecimento objetivo e verdadeiro. É isso que ensina o apóstolo Paulo quando fala em termos bem concretos e objetivos sobre o conhecimento do amor de Cristo em Efésios 3.18-19: “... a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus”.19

3.2 Verdade
A “negação da verdade cognoscível”, postulada pelo pós-modernismo e o construtivismo, é registrada por DeLashmutt e Braund.20 Em adição a isso, esses autores demonstram como a educação pós-moderna, com sua noção de que o conhecimento é um “construto social” e tem significado apenas para a realidade individual de uma pessoa específica que interagiu com seu conhecimento prévio e o meio, elimina as “regras e práticas estabelecidas nas diversas disciplinas” e não permite aos educadores apontar, aos seus alunos, que suas conclusões estão “erradas”.21 A verdade é, portanto, algo totalmente subjetivo no entendimento da estrutura construtivista, e não algo que tem validade objetiva universal; ela não pode ser alcançada. Fica reduzida, assim, a alguma coisa indefinida, uma pálida sombra da realidade.

3.3 O professor
A maior parte dos construtivistas prescreve aos professores apenas o papel externo de facilitadores. Eles têm que organizar o meio, os materiais ou o contexto social e o ambiente para que o processo de aprendizagem possa acontecer na esfera cognitiva dos alunos. Na melhor das hipóteses, alguns construtivistas atribuem aos professores o papel de mediadores.22 Biesta chama atenção para o fato de que os construtivistas abandonaram a noção de que “os professores têm algo a ensinar e os alunos têm algo a aprender com o ensino daqueles”.23 Consequentemente, ele argumenta que a adoção de um papel para o professor conforme o entendimento dos construtivistas resultará na morte do ensino.24 Thompson lamenta a mensagem da educação progressista, que diminui o professor e que não mais o considera como “transmissor do conhecimento”, por postular que “as crianças são as criadoras subjetivas de seu próprio conhecimento”.25

 

4. O CONCEITO DE CONHECIMENTO E VERDADE DE ACORDO COM A BÍBLIA
Lemos as Escrituras partindo do entendimento de que o texto tem significado em si mesmo. Esse simples exame demonstra que conhecimento e verdade são conceitos muito objetivos e, portanto, transmissíveis. Em 2 Timóteo 2.2, Paulo estabelece exatamente uma cadeia de transmissão de conhecimento e da verdade, de geração a geração: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos
para instruir a outros”. Van Brummelen enfatiza que em Jesus Cristo temos a verdade, que “ele é o que dá significado ao mundo” e que “cada coisa criada aponta para além de si própria, para Cristo que sustenta e preserva o mundo (Cl 1.17 e Hb 1.3)”.26

A verdade real existe. Jesus é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6). Valores e conhecimento devem ser transmitidos não somente como Paulo instruiu ao jovem pastor Timóteo, mas como temos no Salmo 78, de geração a geração. Educadores cristãos e escolas cristãs deveriam trabalhar dentro dessa estrutura, que tem sido, infelizmente, tantas vezes esquecida no cenário contemporâneo, até por escolas cristãs. Chan e Wong demonstraram como as crenças influenciam o ensino até da matemática.27 Temos que escrutinar de perto essa prática educacional direcionada pela fé, que também transparece no trabalho de Chapman, McNamara e Reiss.28 Os cristãos “observam o mundo de uma maneira diferente, e todos os crentes precisam se preparar para defender a razão pela qual creem que a verdade é absoluta, acessível e real – para todos”.29


5. O PAPEL DO PROFESSOR EM HARMONIA COM OS CONCEITOS BÍBLICOS DE CONHECIMENTO E VERDADE
Considerando o que já temos tratado neste artigo, a grande questão é: Pode um professor cristão desconsiderar a revelação bíblica sobre a essência do que significam conhecimento e verdade, adotando um esquema contraditório, advindo de outra teoria, para a sua docência e prática pedagógica, considerando tal teoria como sendo uma visão epistemológica “neutra”? Já há várias décadas, Cornelius Jaarsma advertia aos professores cristãos que eles necessitavam de uma bússola verdadeira para que pudessem singrar “os mares da pedagogia”.30 Desde então até os nossos dias, esse mar alargou suas costas, as ondas se tornaram mais bravias, as regiões abissais mais profundas e os perigos das correntes marinhas, se não nos desviarmos delas, mais fatais. Jaarsma indica que a bússola do professor cristão “é a visão de Deus, do homem e do mundo, desvelada na Palavra de Deus e centralizada em Cristo”,31 uma afirmação perene, precisa e válida em nosso cenário educacional.
Alguns pesquisadores vêm fazendo exatamente isso – procurando resgatar o papel do professor. Um destes, já citado neste artigo, é G. J. J. Biesta, que insiste que “o ensino deve ter um significado além da facilitação do aprendizado”32 e que o professor é alguém “que tem algo a dizer e algo a apresentar”.33 Em outras palavras, os professores devem ser os mestres de suas matérias; eles têm que ser muito mais do que meros facilitadores, ou até do que mediadores. Para resgatá-los e retorná-los à posição de dignidade da qual nunca deveriam ter sido removidos, devemos considerá-los pelo menos mentores (posição que está bem acima da de um mediador). Mas mentores alimentam conhecimento e verdades porque são também transmissores, sim, deste mesmo conhecimento e verdades. Este é o papel destinado a eles pelo Doador da vida e soberano Mantenedor de todas as coisas.

 

CONCLUSÃO
Instituições de ensino cristãs têm, muitas vezes, adotado diferentes teorias educacionais sem muito questionamento dos pontos contraditórios das mesmas com relação à revelação de Deus e à fé cristã. Em algumas avaliações, o conceito da zona de desenvolvimento proximal apresentado por Vygotsky parece recolocar valor no papel do professor, como sendo aquele que possibilita o salto de um degrau do conhecimento para o próximo. No entanto, o desenvolvimento deste conceito se emaranha em visão equivocada exatamente da visão adotada para conhecimento e verdade. O resultado final da aplicação de conceitos errôneos é, mais uma vez, uma diminuição do papel do professor bastante similar àquela adotada por outras versões do construtivismo.

A manutenção de uma coerência bíblica nos documentos basilares de escolas cristãs (regimento, contratos com os pais, declaração de crenças e valores, etc.) explicitando a fé abraçada, levará à adoção de uma compreensão de conhecimento, verdade e do próprio papel de seus professores diferente daquela postulada por estruturas teóricas pedagógicas que negam as verdades das Escrituras, especialmente daquela encontrada na filosofia inerente ao construtivismo.

Uma estrutura cristã teórica na área da educação deve se firmar no que a Bíblia ensina sobre a constituição das pessoas, o caráter de Deus e os conceitos de conhecimento e verdade. O professor cristão deve manusear o conhecimento como a Bíblia o apresenta e o manuseia. Tal postura não promoverá arrogância, porque o professor cristão está sendo continuadamente advertido a ser humilde e a olhar para Deus como a fonte última de suas capacitações e habilidades, sem pensar de si mesmo mais do que deve pensar (Rm 12.3).
Nesse mesmo espírito, abordará o mundo de Deus para descobrir as verdades tanto da criação física e da harmonia que sustenta o universo (“leis” físicas e químicas – “um dia faz declaração ao outro dia” – a harmonia que possibilita testar hipóteses e fazer ciência) como de sua lei moral e princípios de vida (“lei perfeita”, “desejável”, possibilidade de redenção – todos esses conceitos presentes no Salmo 19). O professor que entender essa conexão da educação com os conceitos bíblicos e imprimir essa percepção ao seu chamado e prática, impelirá o seu papel pedagógico ao devido patamar. Ao mesmo terá uma profunda consciência da tremenda responsabilidade que vem junto com a tarefa de ser portador da verdade, a ponto de Tiago 3.1 advertir que muitos não deveriam desejar ser mestres.

No cômputo final o professor precisa ser resgatado do papel passivo e do desprezo no qual as estruturas teóricas pedagógicas o colocaram. Auxiliar os alunos está no cerne do chamado, mas para que haja eficácia na ajuda ele tem que ser mais que um mero facilitador. A pacificação e conciliação entre entendimentos diferentes faz parte de suas tarefas, mas ele tem que se erguer acima do papel de mero mediador. Os professores cristãos têm por obrigação dominar a área de ensino à qual se dedicam; os alunos, especialmente as crianças e os adolescentes, clamam por direcionamento e mentoria; os professores têm de transmitir conhecimento, para que as verdades sejam apreendidas e internalizadas. Comunicação é o domínio da arte de codificar/descodificar, e isso está presente em toda a prática de ensino, de tal modo que tenham a condição de agir como Paulo ordenou a Timóteo34 (2 Tm 2.2, já citado), transmitindo verdades de geração em geração.
Esta reflexão é necessária não somente às escolas cristãs, para que lidem com seus professores de forma adequada, mas também aos próprios professores. A percepção destes deve ser aferida para que se verifique se os conceitos apropriados, baseados na Bíblia, estão presentes na sala de aula. Isso nos leva a uma segunda pergunta além daquela que se procurou abordar nas páginas anteriores: “Como a percepção desses conceitos impacta o entendimento e prática de uma amostragem relevante de professores cristãos do ensino fundamental?”
Esta pergunta pode servir de base para um possível questionário com bases acadêmicas a ser submetido a um número pré-estabelecido de professores de três ou quatro escolas cristãs, representativas do universo, sob a hipótese de que substanciarão as conclusões a que chegamos e que também forneçam dados adicionais que sejam de utilidade a professores e escolas cristãs. Mas isso deve ser alvo de pesquisa adicional que vai além do escopo deste artigo.

 

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1 PORTELA NETO, F. S. O que estão ensinando aos nossos filhos? São José dos Campos, SP: Fiel, 2012. Alguns destes textos com posicionamento contrário ao construtivismo, referenciados nesse livro, são: GRANATO, Alice. “Não, não e não!!!!” Veja, 16/06/1999; OYAMA, Thais. “A boa linha dura”. Veja, 13/10/1999; PHILIPS, Asha. Dizer não – impor limites é importante para você e para seu filho. São Paulo: Campus-Elsevier, 2000; BERGAMASCO, Daniel. Veja–SP, 27/06/2012, p. 34-44; BEGLEY, Sharon; KALB, Claudia. “Learning Right from Wrong”, Newsweek, 13/03/2000, p. 30-33; CAPOVILLA, Fernando. “Debate: o método fônico x construtivismo”, Folha de São Paulo, 06/03/2006. CASTRO, Cláudio Moura. “A Guerra dos Alfabetizadores”, revista Veja, Seção Ponto de Vista, 12/03/2008.

2 Relatório Anual do Instituto Presbiteriano Mackenzie para 2019. Documento de distribuição interna.

3 PORTELA NETO, F. S. O que estão ensinando aos nossos filhos? São José dos Campos, SP: Fiel, 2012; Educação escolar. Campina Grande, PB: Visão Cristã, 2016, e Educação cristã: história, conceitos e práticas (Org.). São Paulo: Editora Mackenzie, 2017, entre outros.

4 BIESTA, G. J. J. “Receiving the Gift of Teaching: From ‘Learning From’ to ‘Being Taught By’”. Studies in Philosophy and Education 32:5 (2013): 449-461, p. 450.

5 Ibid.

6 VAN BRUMMELEN, H. Steppingstones to Curriculum: A Biblical Path. 2ª ed. Colorado Springs, CO: Purposeful Design, 2002, p. 31.

7 MILLER, P. H. Theories of Developmental Psychology. 5ª ed. Nova York: Worth Publishers, 2011, p. 28 e 73. Ver também: SLATER, Alan; BREMENER, Gavin. Uma introdução à psicologia desenvolvimental. Lisboa: Instituto Piaget, 2005.

8 DELASHMUTT, G.; BRAUND, R. “Post Modern Impact: Education”. In: MCCALLUM, D.(Ed.). The Death of Truth: Finding Your Way Through the Maze of Multiculturalism, Inclusivism, and the New Postmodern Diversity. Minneapolis, MN: Bethany House, 1996, p. 95-121.

9 VAN BRUMMELEN, Steppingstones to Curriculum, p. 34.

10 SCHAEFFER, Francis. A Christian Manifesto. Wheaton, Il: Crossway, 1981-1982, p. 24. Este livro foi traduzido para o português com o título Manifesto Cristão. Brasília, DF: Refúgio, 1985 (edição esgotada).

11 ÜLTANIR, E. “An epistemological glance at the Constructivist approach: Constructivist learning in Dewey, Piaget, and Montessori”. International Journal of Instruction 5:2 (2012): 195-212, p. 205. Disponível em: http://eric.ed. gov/?id=ED533786.

12 ORTLIEB, E. “Attraction Theory: Revisiting How We Learn”. Journal of Curriculum Theorizing 30:2 (2014), p. 71-87. Disponível em: http://search.proquest.com.ezproxy.liberty.edu:2048/docview/1636542198/fulltext PDF/.

13 AN, S. “Schema Theory in Reading”. Theory and Practice in Language Studies 3:1 (2013), p. 130-134. Disponível em: http://search.proquest.com.ezproxy.liberty.edu:2048/docview/1346774359/fulltext/.

14 Ibid., p. 130.

15 ÜLTANIR, “An epistemological glance”.

16 MILLER, Theories of Developmental Psychology, p. 33.

17 BARBER, J. P. “Integration of Learning: A Grounded Theory Analysis of College Students’ Learning”. American Educational Research Journal 49:3 (2012): 590-617.

18 VAN BRUMMELEN, Steppingstones to Curriculum, p. 32.

19 Esta e as outras referências das Escrituras Sagradas no artigo são retiradas da tradução João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada (ARA).

20 DELASHMUTT; BRAUND, “Post Modern Impact”, p. 120.

21 Ibid., p. 121.

22 DE WAAL, E.; GRÖSSER, M.; PRETORIUS, Y. “The Changing Role of Teachers: Transmitters of Knowledge and/or Mediators of Learning?” Trabalho de pesquisa apresentado na Conferência da Associação Educacional da África do Sul (EASA), 2010. Disponível em: http://marygrosser.co.za/uploads/presentations/2010%20De%20Waal %20Grosser%20Pretorius%20EASA.pdf.

23 BIESTA, “Receiving the Gift of Teaching”, p. 451.

24 Ibid., p. 450.

25 THOMPSON, C. B. “Our Killing Schools”. Society 51:3 (2014): 210-220, p. 212.

26 VAN BRUMMELEN, Steppingstones to Curriculum, p. 77.

27 CHAN, Y.; WONG, N. “Worldviews, religions, and beliefs about teaching and learning: Perception of mathematics teachers with different religious backgrounds”. Educational Studies in Mathematics 87:3 (2014), p. 251-277. Disponível em: http://eric.ed.gov/?q=religious bias in mathematics textbooks&id=EJ1041568.

 

 


* Graduado em Matemática Aplicada (B.A., Magna Cum Laude) pelo Shelton College (Cape May, Nova Jersey); Mestre em Divindade (M.Div.) pelo Biblical Theological Seminary (Hatfield, Pennsylvania); Litterarum Humanarum Doctor (L.H.D.), pelo Gordon College (Boston, Massachusetts). É professor-coordenador de Educação Cristã no CPAJ e professor de Teologia Sistemática no Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição, em São Paulo.

 

ARTIGO PUBLICADO EM: FIDES REFORMATA XXV, Nº 1 (2020): 63-75

Estabilidade na Instabilidade

Estabilidade na Instabilidade

 Dilean Martins (Diretora Educacional | ACSI BRASIL)

2020 e 2021 tem sido um tempo desafiador em todas as áreas de nossa vida: na saúde, na convivência familiar, no profissional, nas finanças, no cotidiano escolar, no emocional e também na fé.  As bases, antes sólidas e firmes, de muitas dessas áreas foram abaladas e fomos expostos as intempéries da vida. Jó passou por algo semelhante, pois a vida e a rotina dele seguiam de forma normal e estável. De repente, num dia ele estava festejando e no outro estava de luto, pobre, doente e SÓ.

Uma “pandemia de tragédias” afetou um homem comum como eu e você. O imprevisível visitou Jó, assim como nos visitou nos últimos meses. A questão é como nos preparar para enfrentar os imprevistos que desestabilizam nossa vida, rotina e planos?

 

Guardando a fé! 

Na situação atual já perdemos tanto, que perder a fé também seria o ápice das tragédias! Jó perdeu a fé nele quando questionou qual o sentido de sua vida e até de seu nascimento, mas a fé em Deus foi preservada. Mesmo doente e só, ele não sucumbiu ao conselho “dos amigos” que sugeriram que ele praguejasse contra o Criador. Espero que nesse tempo a sua fé esteja segura e firme. Apesar da tristeza das circunstâncias, apesar da dor, do luto, apesar das perdas financeiras, apesar... apesar... apesar... não podemos ainda perder a base, o fundamento, os valores que sustentam nossa vida. O salmista sabia disso, e ao viver uma situação difícil falou: “Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre”. Salmo 73.26. No tempo da instabilidade, precisamos guardar a nossa fé em Deus, é ela que nos fortalecerá.

 

Olhando para Deus! 

Tudo muda, tudo passa. Só Deus permanece! Deus é estável, “nele não há variação” Tg 1.17. Isso é maravilhoso! Nos imprevistos da vida podemos correr para uma Rocha que não se abala, que garante que suas “palavras jamais passarão” Mt 24.35.  Em tempos instáveis precisamos de uma referência estável, perene e confiável. Precisamos de Deus! Jó vivenciou isso. Quando a tragédia o assolou, de início ele colocou os olhos na tragédia e nele mesmo. Ele sofreu, questionou, murmurou, mas a partir do cap. 19 o jogo começa a virar, e ele diz: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” Jó 19.25.  Ao mudar a direção do olhar, a perspectiva de Jó também mudou. A força e a esperança para enfrentar os dias difíceis não estão nas respostas que a nossa razão, a ciência, os jornais ou os políticos podem dar, mas em olhar e confiar em Deus, que continua reinando sobre toda a diversidade do mundo (e para não ser um contexto tão distante e impessoal, vamos lembrar: precisamos enxergar que Deus reina sobre as nossas dificuldades, lutas e dores!). Olhemos para Deus! 

 

Aprendendo! 

Existe um provérbio popular que diz que o inteligente aprende com seus erros, e que o sábio aprende com o erro dos outros. Paulo diz em Romanos 5 que a tribulação ensina a ser paciente, que por sua vez produz a experiência, que gera em nós esperança. Em tempos difíceis precisamos praticar a Palavra. Jó, quando tirou os olhos das coisas terrenas, começou a viver e a esperar por coisas que conhecia antes do tempo da tribulação, porém não as praticava, pois estava tudo bem. Em Jó 1.1 diz que ele era temente a Deus e cumpria os mandamentos, ou seja, ele conhecia a Deus. No entanto, ele só se conheceu de verdade e conheceu a Deus de forma profunda no tempo mais difícil da vida dele. “Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos” Jó 42.5.  Que aprendizado precioso e tão penoso. C.S. Lewis disse: “Não estamos duvidando que Deus fará o que é o melhor para nós. Estamos nos perguntando o quão doloroso será passar pelo que é melhor para nós”. Certamente o tempo difícil forma nosso caráter, milhares de anos depois Jó é conhecido como ‘o homem paciente’. Aprendamos com Jó a enxergar Deus e sua soberania em toda a história de nossa vida: nos dias bons e nos dias maus, Deus é Deus! 

 

Jó viveu uma experiência inimaginável para muitos de nós, pelo menos até antes da pandemia era difícil mensurar como alguém poderia passar por tantas perdas assim. Porém, atualmente estamos cercados de “Jós”. São pessoas próximas ou não que perderam muitos membros da família, que perderam a casa, a estabilidade, por necessidade de mudança perderam os amigos, por sequelas do COVID perderam a saúde e a independência... essas pessoas carecem de oração, de palavras de fé e esperança que as ajudem a enxergar a luz no meio da escuridão. Entretanto, independentemente do tamanho da perda, todos nós fomos atingidos e estamos pisando em terreno duvidoso.

Como está nosso coração e nossa fé nesses dias? Façamos o exercício da autoavaliação para saber como estamos agindo em favor do próximo. E quem é o nosso próximo? Pode ser o vizinho, o familiar, alguém da igreja. Talvez o porteiro da escola, a família de um aluno, nossos alunos. Como temos revelado nossa confiança e esperança em Deus quando a segurança do amanhã escapa de nossas mãos? Que na instabilidade nosso testemunho aponte para a estabilidade e constância de Deus. 

 

Que sejamos o amigo que ora e não o que murmura ou lamenta.

Que sejamos o elo que promove a unidade e não o que separa.

Que sejamos aqueles que se alegram por fazer parte da história de Deus, no tempo bom, mas também nos dias maus.

  

E quando nos perguntarem quando a estabilidade voltará... respondamos com fé: Eu sei que meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra! E quando Ele se levanta... a situação muda. “O SENHOR mudou a sorte de Jó” Jó 42.10  

Fazendo Matemática para a Glória de Deus

Fazendo Matemática para a Glória de Deus

Transcrição do áudio de um programa de rádio nos EUA: 

A pergunta de hoje é de um menino de 8 anos, Joshua. Chegou até nós por meio de sua mãe, uma ávida ouvinte do podcast. Esta é a pergunta de Joshua: “Caro pastor John, minha mãe gosta de ouvir seu podcast quando ela dobra a roupa. Obrigado por "encher" a mente de minha mãe. Eu tenho uma pergunta: você gostava de estudar quando tinha 8 anos? Eu não gosto de Matemática e fico com raiva quando estudo Matemática. Eu não aprendo e não sei como confiar em Deus. Por que eu confiaria em Deus para fazer Matemática? Mamãe me diz para fazer isso por Ele, mas eu não gosto e não quero. Quanto mais tento, mais difícil fica. Mas eu sei que isso a deixa feliz.”
 
Quero falar diretamente com Joshua. Então, mãe, por favor, chame o Joshua. 
Olá, Joshua. Aqui é o pastor John. Muito obrigado por enviar sua pergunta sobre Matemática e dizer o quanto você não gosta dela. Eu garanto a você que quando eu tinha 8 anos, também não gostava de Matemática. Na verdade, quando eu estava na terceira série, reprovei em Matemática na primeira metade do ano letivo. Naquela época, os professores davam notas desta forma: insatisfatória, satisfatória, muito boa e excelente - em vez de A, B, C, D. E eu obtive a nota mais baixa possível, insatisfatória, no meu boletim escolar. Então, eu não apenas não gostei da matéria; eu entendi que não era bom nisso. E como você, achei muito difícil.
 
Além disso, Joshua, como você, eu tive uma mãe, e ela era uma boa mãe. E ela me ajudou a continuar tentando, até que na terceira série eu consegui apenas passar no curso de Matemática. Então, vou tentar encorajá-lo, Joshua, a não desistir, mas a fazer o melhor que puder, não importa o quão difícil seja. E tenho quatro incentivos para mantê-lo no foco de buscar gostar de Matemática.
 
 
1. Deus criou um mundo matemático
Deus fez o mundo para ser cheio de matemática. Agora, você sabe, Joshua, que os números são como palavras. Você pode não ter pensado nisso. A palavra cachorro significa um animal real, e chamamos esse animal real pela palavra cachorro. Mas cachorro de verdade não é palavra, certo? É um animal real. A palavra D-O-G (cachorro), é apenas um nome - é apenas um nome para algo que é real. As palavras nos ajudam a falar uns com os outros sobre o que é real. Sem palavras, tudo o que podemos fazer é apontar. Portanto, as palavras são realmente úteis, embora sejam apenas nomes. Eles não são coisas reais, mas dão nomes a coisas reais. Agora, também é assim com os números, certo? Os números são como palavras. Eles representam coisas reais, ou quantidades reais de coisas reais.
 
Por exemplo, se você tem duas bananeiras no quintal e em uma bananeira há quatro bananas e na outra há quatro bananas e no dia seguinte alguém na escola pergunta a você: "Joshua, quantas bananas estão crescendo nas árvores do seu quintal?" Bem, você poderia dizer: “Quatro em uma árvore e quatro na outra árvore”. Ou você pode dizer, “Oito bananas,” porque 4 + 4 = 8 bananas. Isso é matemática, mas esses números representam bananas reais. Eles não são apenas números; eles representam coisas reais que você pode comer e falar.
 
“A matemática é muito útil para ser feliz neste mundo.”
Deus fez um mundo de bananas, cachorros e milhares e milhares de outras coisas reais que você pode contar. Você pode colocar números e nomes neles. Esse é o tipo de mundo que Deus fez. Então, quando estudamos matemática, estamos tentando entender a maneira como Deus fez o mundo. Este é o mundo de Deus, e Ele ama quando seu povo, incluindo crianças de 8 anos de idade, estuda seu mundo, entende-o e usa-o para sua glória.
 
 
2. Deus Tornou a Matemática Útil
O que nos leva agora ao segundo encorajamento. Deus tornou a Matemática muito útil neste mundo. Ele fez isso para nos ajudar. Joshua, deixe-me contar duas histórias, duas ilustrações.
 
Suponha que no posto de gasolina, onde seus pais enchem o tanque do carro, você perceba que eles têm uma oferta especial de três barras de chocolate por 1 real e pergunte à sua mãe: "Pode me dar 1 real, por favor, para comprar aquelas barras de chocolate?" E sua mãe diz: "Claro, aqui estão 2 reais, compre também para seu irmão.” Então, você entrega ao homem da lanchonete seus 2  reais e pede as barras de chocolate. Imagine que ele lhe dê apenas cinco barras de chocolate e receba seus  2 reais, o que você vai dizer a ele?
 
Se você estudou Matemática no 3° ano com afinco, como eu tentei fazer, e aprendeu sua tabuada, você saberia que se comprasse três barras de chocolate por 1 real, deveria receber seis barras de chocolate com os 2 reais, porque você aprende no 3° ano que 2 x 3 = 6, não 5. E se você não aprendeu isso, você sairia com cinco barras de chocolate em vez de seis, simplesmente por não saber Matemática.
 
Em outras palavras, a Matemática é muito útil para ser feliz neste mundo. Porque seis barras de chocolate me deixam mais feliz do que cinco barras de chocolate. E quanto mais você envelhece, Joshua, mais importantes esses números se tornam.
 
Aqui está uma história mais séria. Você está caçando esquilos na floresta com seu rifle, e de repente quatro lobos ferozes aparecem na sua frente. Eles mostram os dentes e parecem que vão atacar você. E você sabe que não pode lutar contra quatro lobos ferozes e salvar sua vida. Você pode ser capaz de lutar contra um lobo, mas não quatro. Você silenciosamente verifica sua arma e percebe que tem apenas três balas restantes em sua arma.
 
Então, você faz a Matemática que aprendeu no 3° ano: “Se eu matar um lobo com cada uma das minhas três balas, só sobrará um lobo para lutar, porque 4 - 3 = 1. E minha vida depende dessa Matemática . ” Você mira com cuidado e mata três lobos. E quando o quarto ataque, você pode usar seu rifle e acertar a cabeça dele. Muito bem! Eu garanto a você, Joshua, a Matemática não só vai lhe dar as barras de chocolate que você mereceria, mas a Matemática pode salvar sua vida. Realmente pode.
 
 
3. Deus Tornou os Pais Sábios
Aqui está o terceiro incentivo. Deus fez sua mãe e seu pai com muita sabedoria sobre o que você precisa para sua vida futura - sabedoria que você ainda não tem, porque você tem apenas 8 anos. Uma das razões pelas quais Deus dá pais aos filhos é para que eles possam aprender sobre vida de seus pais e evitar centenas de erros. Parece-me que você tem bons pais, Joshua. Eu também. E eles não me deixavam desistir quando tinha vontade de desistir, porque sabiam o que seria bom para mim. E eu ainda não sabia o que seria bom para mim à medida que crescesse.
 
 
“Deus ama quando seu povo, incluindo crianças de 8 anos, estuda seu mundo, o compreende e o usa para sua glória.”
 
 
Eu queria brincar lá fora com meus caminhões na terra com meu amigo Sonny. Isso é tudo que eu queria fazer. Eu não queria estudar. Eu nem queria ir para a escola. Não gostei da escola no 3° ano. Mas sou muito grato a Deus por Ele ter me dado uma mãe e um pai que sabia o que era melhor para mim, porque eu mesmo não sabia o que era melhor para mim. A Bíblia diz, e você sabe disso: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor” (Efésios 6: 1). E estou tão feliz por ela ter dito isso. E estou feliz por ter feito isso.
 
 
4 - Deus fez você confiar nele
O que me leva agora, Joshua, ao último encorajamento. Deus fez você para mostrar como Ele é bom e grande, confiando nEle para ajudá-lo. E Deus me fez também. E adivinha? Ele me mudou. Ele me mudou tanto que  no Ensino Médio eu adorei estudar Geometria, que é um tipo de Matemática, e finalmente algo de Matemática de que eu realmente gostava. Foi como uma história de detetive. Você encontrou as pistas, juntou as pistas e descobriu a solução para o problema. Foi como descobrir quem era o bandido e colocá-lo na prisão.
 
Mas Joshua, para ser honesto, além da Geometria, eu tinha medo principalmente de Matemática. E quando terminei minha última aula obrigatória de Matemática básica na faculdade, senti como se tivesse saído de um túnel escuro para a luz do dia pelo resto da minha vida. Eu nunca, nunca, nunca terei que fazer outro curso de Matemática. Viva! Quer dizer, parecia uma libertação, sair da prisão.
 
Aqui está o ponto, Joshua: mesmo que você não goste de matemática hoje, você pode gostar algum dia, porque você cresce e muda. Seu cérebro muda. Ou você pode não gostar de Matemática e ficará muito feliz quando não precisar mais estudá-la. E tudo bem por isso. Deus fez você do jeito que você é. Você não precisa crescer para ser um matemático. Mas um pouco de matemática é bom para todos, eu prometo a você.
 
 
Meu incentivo final é este: quando sua mãe e seu pai disserem que você precisa terminar sua tarefa de Matemática, você deve dizer: “Sim, senhora”. Ou "Sim, senhor." E então sussurre uma oração para Jesus: “Jesus, por favor, me ajude. Eu não quero fazer isso. Eu não gosto de fazer isso. Mas vou fazer isso porque mamãe mandou, e o pastor John disse que é bom para mim. Então, eu confio em você para me ajudar. ” E Joshua, ele vai. E sua confiança nEle mostrará o quão grande Ele é.
 
 
 
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John Piper (@JohnPiper) é fundador e professor do desiringGod.org e chanceler do Bethlehem College & Seminary. Por 33 anos, ele serviu como pastor da Igreja Batista Bethlehem, Minneapolis, Minnesota. Ele é autor de mais de 50 livros, incluindo Desiring God: Meditations of a Christian Hedonist e, mais recentemente, Providence.